O público que acompanha os dois esportes é bem parecido, inclusive na faixa etária. Os Skatistas gostam de marcas que exprimam os seus anseios, que tenham qualidade , durabilidade e que "representem" sua atitude na pista. Você provavelmente não os verá rolando de AND1, não porque essa marca é relativamente cara, mas simplesmente porque ela não se identifica com o padrão dos skatistas e sim com os ballers. Toda essa afinidade com a marca é feita através de marketing relevante, ou seja, anúncios em revistas especializadas, patrocínio de eventos, enfim, ela sempre estará aonde o nicho consumidor estiver. Você compra a marca x porque de alguma forma ficou sabendo que este equipamento pode te ajudar a conseguir o máximo rendimento possível, e como essa informação chega a você de uma forma quase instantânea e durável? Os jogadores estarem usando os produtos é um modelo antigo de propaganda mas dá certo há varios anos na NBA, por exemplo. Nesse quesito todas as empresas de equipamentos gaming se assemelham de uma forma ou de outra e nós já nos acostumamos com isso.
Também temos traços característicos em relação aos produtos que consumimos. Poucos "DPI" podem fazer toda a diferença na hora de comprar um mouse da marca "X" ou "Y", e a propaganda também é completamente direcionada para um público que talvez nem faça questão de ter o produto mais barato, mas sim o melhor , o que tenha mais estabilidade. Não é nada espantoso ver um dos patrocinadores da gS, a SteelSeries, em vários eventos ao redor do mundo já que esse tipo de publicidade é super bem administrada e não foi descontínuada até hoje porque apresenta resultados sólidos. A internet é um meio onde quase qualquer menção positiva a marca se torna uma arma publicitária, por exemplo. O que pode prejudicar é a propaganda negativa, advinda da volatilidade da comunidade em geral.
Em 2007 , Robert Krakoff , presidente da Razer,
disse que em 10 anos a empresa nunca havia feito publicidade paga e o reconhecimento da marca vinha de várias parcerias com organizações como WCG e as extintas WSVG e CPL. Krakoff ainda cita o modelo de negócios feito pelo XGames como promissor em relação ao esporte eletrônico. Também acho que uma unificação de calendário e jogos seria muito bem vinda, mas esbarramos no Lobby das publishers. É aquela história, quem pagar mais tem o jogo no evento, e isso existe, só que quase ninguém sabe ou não quer saber.
Alguns dias após o XGames Brasil, Sandro Dias foi perguntado ao vivo na ESPN Brasil se existiam resultados arranjados no mundo do Skate, para preservar sua imagem ele preferiu não responder, mas isso já gerou alguma desconfiança em mim, oras, se não existisse nada de comprometedor ele falaria na hora, alguns segundos de silêncio depois, um amigo dele também skatista disse que não eram de certo resultados forjados e sim uma arbitragem com preferências. Opa, sinal vermelho, como um juiz de uma competição que passa ao vivo para o mundo todo pode ter preferências em relação aos participantes? Isso eu nunca quero ver em um evento de eSport, por mais que as más línguas digam que no passado isso já ocorreu , vide KaOz x mibr em 2004. Felizmente esse episódio foi elucidado na época e hoje todo mundo está na paz, pelo menos é o que parece, pois já se passaram quatro anos né? ^^