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Jogo Step é todo aquele que vende bem, mas não tem um apelo muito grande para ser encarado como uma modalidade na maioria dos campeonatos. Esses jogos mais novos necessitam de máquinas mais potentes para serem utilizados no seu máximo grau de realismo, no caso dos PC´s.
Hoje temos lans de CoD4 nos Estados Unidos e na Europa, poucas, mas elas existem. Grandes organizações tiveram que contratar equipes, mesmo com o número baixo de campeonatos e premiações, pelo simples fato do jogo estar no hype, motivando muita gente a trocar de hardware, troca essa que pode ser feita para uma das marcas patrocinadoras, afinal, isso é o que mantem as coisas acontecendo. Não que seja ruim , dá até uma cara mais jovem, creio que esse será um modelo a ser muito explorado, faltando só as publishers pensarem no balanço da competitividade para o jogo profissional e suporte para transmissões dos jogos via internet., que no caso do CoD4 não existe.
A CGS é um caso a parte mas não deixa de ser interessante, nunca deixou. Os jogos da série DoA e Forza nunca tiveram um cenário competitivo, e ainda não tem, mas estão lá, a CGS é o cenário competitivo para esses jogos, e há quem treine sonhando em ser draftado para qualquer uma das franquias. Mas, para a próxima temporada porque não utilizar o NFS Undercover e o Steet Fighter IV no lugar dos já citados? São jogos que transcendem gerações e não precisam de muitas explicações. A ESWC abriu os olhos dos grandes para o Dota, levando o mod definitivamente para o mainstream, apesar disso, o Dota ainda não provou que é uma modalidade estável o bastante para obter investimentos desse porte. É inegável que vários times já têm equipes de dota há algum tempo, mas a resposta em termos de campeonatos offline chegou?
Não adianta ter só jogos novos nos campeonatos, por isso que praticamente não existem eventos sem Counter Strike 1.6, o corajoso organizador da the-experience ao colocar Fifa08, CoD4 e CS:S arriscou no quesito visibilidade, só não levou bola nas costas porque a cobertura terceirizada ao TeK9.org ficou impecável, além das transmissões da Quadv. Pode soar óbvio, mas nem todo mundo se atentou para isso, não importa muito os jogos que seu evento vai ter, importa o público que vai ficar sabendo dele. Eu posso fazer um campeonato Brasileiro de Wii, com fáceis 64 jogadores por etapa regional, devido ao apelo amigável do jogo, e uma final nacional super pomposa em uma faculdade ou em um parque de diversões, quem vai dizer que isso não é esporte eletrônico? Mudando o modelo de negócios dá para fazer até liga profissional de GunBound no Brasil, afinal, todo jogador é um belo de um consumidor.
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